terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A Dream Within A Dream by Edgar Allan Poe.




 

Fico em meio ao clamor, que se alteia de uma praia, que a vaga tortura. Minha mão grãos de areia segura com bem força, que é de ouro essa areia. São tão poucos! Mas, fogem-me, pelos dedos, para a profunda água escura. Os meus olhos se inundam de pranto. Oh! meu Deus! E não posso retê-los, se os aperto na mão, tanto e tanto? Ah! meu Deus! E não posso salvar um ao menos da fúria do mar? O que vejo, o que sou e suponho será apenas um sonho num sonho? Esse poema de Poe me fez ter a mesma visão que ele teve ao escrevê-lo, a sensação de sentir a vida escapar entre os dedos, a incapacidade de ter o domínio sobre as coisas no momento, sobre a nossa própria vida, sobre as pequenas coisas que nos motivam a viver. Ai chegamos a conclusão de que tudo que vemos é meramente um sonho dentro de outro sonho, que a nossa confusão mental não nos deixa ter domínio das pequenas coisas. É... se Freud explica, só Poe me entende rs. 

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